sábado, 26 de abril de 2014

STELARC




Stelarc, pseudônimo de Stelios Arcadiou (19 de junho de 1946, Limassol, Chipre) é um artista performático australiano cujas obras concentram-se fortemente no futurismo e na extensão das capacidades do corpo humano. Como tal, a maioria de suas peças estão centradas em torno do conceito de que o corpo humano é obsoleto. Até 2007, ocupava o cargo de Principal Research Fellow na Performance Arts Digital Research Unit da Nottingham Trent University em Nottingham, Inglaterra. Teve duas filhas, uma das quais, Astra Stelarc, deu continuidade à carreira artística do pai.

                                                         Performances

As performances idiossincráticas de Stelarc frequentemente envolvem robótica ou outras tecnologias relativamente modernas integradas de algum modo com seu corpo. Em 25 diferentes performances, ele fez suspender-se através de ganchos, frequentemente com uma de suas invenções robóticas integrada. Em outra performance, permitiu que seu corpo fosse controlado remotamente por estimuladores eletrônicos de músculos conectados à internet. Ele também já se apresentou com uma terceira mão robótica, um terceiro braço robótico, e dentro de uma máquina de andar pneumática semelhante a uma aranha com seis pernas, controlada através de gestos dos braços.

Suas obras têm sido saudadas por sua capacidade de envolver uma ampla audiência, sendo o melhor exemplo disto a concordância para que internautas se conectassem na exibição e passassem a controlar os eletrodos aos quais seu corpo suspenso estava conectado.

Orelha no braço
Em 2007 Stelios Arcadiou causou polêmica ao cultivar uma prótese de orelha humana através de cultura celular e depois implanta-la em seu braço esquerdo com uma cirurgia.1 Ele foi o primeiro e único homem a utilizar esta técnica.2


In 2005, a MIT Press publicou Stelarc: The Monograph a qual é o primeiro estudo intensivo da prolífica obra de Stelarc. Inclui imagens das performances e entrevistas com vários escritores, incluindo William Gibson, que relembra seus encontros com Stelarc.


                                                               OBRAS:















13 comentários:

  1. Um Artista que tem um misto de coragem e loucura... Achei interessante a permissão de que outros podem interagir com a obra de forma participativa, podendo mexer!!!

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  2. As obras dele causa um certo estranhamento, ele conecta em si os cabos e isso é loucura... mas fiquei abismada ao ver que foi capaz de implantar uma orelha em seu braço... loucamente único.

    Por: Eliude Marques

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  3. Stelac é um artista ousado, que usa seu corpo como arte, ele é radical e impressionante !!!

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  4. Louco e ousado, o artista demonstra imensa criatividade criatividade e disposição para fazer arte.

    Renata Sanches

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  5. Stelac consegue impactar. A implantação da orelha no braço causa até um mal estar... realmente ousado. Suas performances causam estranheza. interessante seu trabalho, pede reflexão.

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  6. Stelac "incorporou" literalmente a tecnologia!!!

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  7. Sim, ele é louco!
    Mas é o jeito de chamar atenção para sua obra, se diferenciando dos outros artistas.
    Ele se coloca como parte transformadora da própria arte.

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  8. Realmente interessante a participação do público através do controle dos eletrodos, mas bizarro a implantação da orelha...nos faz questionar sobre os limites da arte, o que é arte e outras reflexões.

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  9. É bem estranho a forma que ele trabalha com o próprio, corpo meio que sem limite de loucura.

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  10. Estranhamentos à parte (não tenho a mesma coragem que ele, nem intenção) o trabalho dele reflete bastante o periodo em que vivemos. Pessoas querendo se parecer com a Barbie e o Ken, e alterando o proprio corpo pra que isso aconteça, e outros que colocam silicones nos biceps para parecerem mais fortes, São tão absurdos quanto o que Stelarc faz consigo. Estava refletindo recentemente sobre o conceito de cirurgia plastica estetica. Nos anos de 1990 a grande mágica da plastica, ela era ser invisivel, imperceptivel. Enquanto que hoje ela deve ser explicita, e de preferencia, que traga transformações que fujam do normal. Interessante o trabalho dele.

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  11. Quando conheci este artista, achei algo muito bizarro e muito louco... e hoje gosto bastante, por sua relação com a questão do corpo obsoleto, há muito tempo a tecnologia já expande nossos sistemas corporais. E concordo com o Pedro, assim é até normal o que ele faz...

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  12. Realmente causa estranhamento mas também vários questionamento,pensar o que vivemos e como vivemos,qual é o limite da nossa loucura,mesmo que pareça normal!!Gostei muito!

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  13. Causa muito estranhamento realmente essas obras e maneira como ele usa o corpo como objeto obsoleto.

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