Lia Michalany Chaia (São Paulo SP 1978). Lia Chaia é uma artista que tentando entender o mundo, materializa suas observações e pensamentos através de diversos meios, com processos artesanais, tecnológicos ou utilizando o seu próprio corpo, sem qualquer crise ou oposição entre essas formas de fazer arte, postura diferente em gerações anteriores, onde o artesanal e a tecnologia se contrapunham. A oposição, ou conflito, só está presente como elemento conceitual nas relações entre a metrópole, a natureza e o homem, sempre enfocados em seus trabalhos. Essa resistência da natureza e do animal é tratada de tal maneira que predomina sobre a diversidade de processos utilizados, que passam despercebidos num primeiro momento.
Formada pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) em artes plásticas em 2002 , apresenta desde o início muita produção, com uma atuação ampla no Brasil e no exterior, constituindo um currículo denso para uma jovem artista.
Em 2003, é premiada com o “Artist In Residence Programme- Cité des Arts”, de Paris, França ( bolsa da FAAP), e em 2005, ganha a “Bolsa Iberê Camargo” que junto com a “Sala de Arte Pública Siqueiros” lhe permite passar 3 meses como residente na Cidade do México.
Participa do Programa Rumos Artes Visuais do Instituto Itaú Cultural, edição 2005/2006, da 10° Bienal de Istambul e Futuro do Presente no Itaú Cultural em 2007.
OBRAS:
Performance (2010)
Participação de Beto angerosa, Natalya clua,
Fernanda machado e Isadora frost,
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| Troca de sorrisos, 2002. Registro de performance projeto "O espirito do Lugar". Circuito Virada Cultural, Vila Buarque. São Paulo - Brasil. |
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| Folíngua. |






A impressão que tenho é que com a performance ela quis dizer que todos os olhares estão para o corpo, é como se várias pessoas à olhassem!!!
ResponderExcluirConcordo com a Muriel, preciso pesquisar mais sobre ela. Os trabalhos aqui exposto trata somente da parte onde ela usa o corpo para transmitir sua ideia. Quero conhecer os trabalhos que ela utiliza as outras formas apresentada na síntese.
ResponderExcluirPor: Eliude Marques
O trabalho de Lia Michalany é muito interessante, a relação entre a metrópole, a natureza e o homem Não é possível ser percebido se não existir tamanha sensibilidade. Uma artista que como outros que já vi em outros blogs, utiliza seu corpo para expressar e materializar suas observações do mundo.
ResponderExcluirE uma artista que se integra a obra, ou se define como obra. Ela desfaz o mito de contraposição das gerações anteriores e prova através das suas obras que o arte e a tecnologia podem caminhar na mesma direção.
ResponderExcluirRenata Sanches
E é bacana como ela se utiliza do humor para se expressar.
ResponderExcluirNão tem medo de se expor.
A artista interage em seu próprio corpo, fazendo arte em si mesma, mas que reflete seu pensamento sobre o mundo, sobre o externo e interno.
ResponderExcluirGosto da junção da maneira de fazer arte com o artesanal e a tecnologia.
Qual a melhor imagem senão a nossa?Dá credibilidade, chama atenção,desperta olhares;isso no primeiro momento,no instante seguinte a curiosidade nos leva a buscar a proposta do artista.Adorei a forma que ela se expressar e interage.
ResponderExcluirTinha visto a obra "Folíngua" no Mac, e achei fantástico, me fez pensar sobre muitas coisas, essa interação do ser humano com a natureza, da natureza fazer parte do homem, sem separação de corpos... Além da natureza ser meio onde a artista expressa suas opiniões, como a língua. Mas além dessas coisas, um diferencial muito grande éo artesanato como arte, sem separação nenhuma, como víamos em períodos antigos, como no Renascimento, nesses períodos academicos, como vimos no Memorial da América Latina...
ResponderExcluirLegal essa ideia dela trabalhar o artesanal e a tecnologia, eu mesma não imaginava ser possível mesclar coisas aparentemente tão diferentes.
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